28 junho 2007

Geração Bundalele?

Pr. Renato vargens












"Hoje é festa lá no meu apê
Pode aparecer, vai rolar bundalele
Hoje é festa lá no meu apê
Tem birita até o amanhecer......
Tá bom, tá é bom
Aqui ninguém fica só
Entra ai e toma um drink
Porque a noite é uma criança...
Tesão, sedução,libido no meu quarto tem gente até fazendo orgia
tá bom, ta é bom tudo é festa!
pegação vou zoar o mulheril
E a chapa vai esquentar.”


Quando ouvi a canção acima fique profundamente preocupado com os rumos desta geração. Sou obrigado a confessar que tenho andado assustado com o incentivo à promiscuidade e sensualidade em nosso país. Compartilho também a minha aflição com o nível de devocionalidade e compromisso cristão de nossos jovens. Infelizmente, essa geração em nome de uma pseudoliberdade vem ao longo dos anos procurando compor no mesmo projeto de vida, Deus e imoralidade. E para piorar, em nome de uma espiritualidade barata, a graça de Deus tem sido relativizada em detrimento de uma vida promiscua e irresponsável.

Por favor, repare comigo, você já percebeu de que tudo aquilo que acontece nas nossas comunidades tem sido transformado em gospel? Música gospel, teatro gospel, show gospel, dança gospel, além de tantas outras coisas mais?
Do jeito que a coisa anda daqui a pouco ouviremos o seguinte “testemunho”:

“Acordei esta manhã e fiz minha oração gospel, liguei o som e botei um CD gospel enquanto colocava minha vestimenta gospel. Ao sair de casa parei na banca de jornal onde comprei uma revista de games gospel e outra de fofocas gospel, as quais fui lendo enquanto viajava de ônibus até o centro da cidade, onde teria uma "parada" gospel com uns amigos skatistas. Parei de ler quando reparei em uma garota gospel, muito gatinha, de piercing gospel, calça e mini-blusa gospel. Comecei ali mesmo no buzão uma paquera gospel e perguntei à gata gospel se queria ficar comigo. Ela, como "ficante" gospel topou. Convidei-a então para tomarmos um drink gospel em um barzinho gospel super badalado que conheço. Depois fomos a um cinema gospel, onde no escurinho podia então dar uns amassos gospel. Mão gospel boba pra cá, mão gospel boba pra lá, estávamos a mil. Então depois do cine resolvemos ir até um a balada gospel descarregar nossa adrenalina toda em uma danceteria gospel. Show de bola! Demais!
Escureceu e não a deixei ir pra casa. A convenci que sendo eu um cara gospel, não iria só "ficar" com ela, mas que logo-logo assumiria um namoro gospel. E com base nessa promessa a convenci a esticarmos nosso programa gospel, levando-a até um motel gospel onde fizemos um amorzinho gospel. A acompanhei depois até em casa, e ela me convidou para entrar. Conheci seus pais, crentes liberais, não muito gospel, mas gente fina! Subimos até o seu quarto, pois ela queria me mostrar seu cantinho gospel. Notei nas paredes pôsteres de seus artistas gospel preferidos e ela mostrou-me sua coleção de CDS de reggae gospel, rap gospel e música eletrônica gospel. Enquanto ela foi até o banheiro, dei uma lida em seu diário gospel e vi que ela registrava todas as suas aventuras gospel com os carinhas gospel que conhecia. Fiquei imaginando que o meu nome e o que eu fizesse, preencheria as próximas páginas daquele caderno gospel.”

Pois é, nossos jovens precisam URGENTEMENTE abrir os olhos. Isto porque, da mesma forma que não dá para misturar óleo e água no mesmo recipiente, não nos é possível, fazer parte da geração bundalele e da geração dos comprometidos com Deus. Ou somos de Deus, e vivemos uma vida santa e separada por ele, ou não somos dele. Vale a pena dizer que na perspectiva do reino não existe possibilidade do meio termo.

De que geração você faz parte? Da geração bundalele, que efusivamente canta as canções gospel em nossos templos, saindo a posteriore para as boates e motéis da vida? Ou da Santa Geração que ama a Deus acima de todas as coisas?Da geração bundalele que não tem limites, que tudo faz, onde tudo é lícito e tudo pode, ou da Santa Geração que entende que a santidade é o modo de Deus proteger a psique humana?

Amados, seguir a Jesus é o melhor e mais fascinante projeto de vida. Fazer parte da Santa geração é tudo de bom. Deixe pra lá os valores da geração bundalele e desfrute de momentos harmônicos, plenos e saudáveis na presença do Senhor.

Soli Deo Gloria!

Pr. Renato Vargens

Desertificação é a maior das crises ambientais, diz ONU

Desertificação é a maior das crises ambientais, diz ONU
Processo pode desabrigar 50 milhões de pessoas ao longo dos próximos 10 anos

BANGCOC - A desertificação representa "o maior desafio ambiental de nosso tempo" e os governos devem enfrentá-lo ou encarar migrações em massa de pessoas expulsas das terras degradadas, adverte relatório da ONU publicado nesta quinta-feira, 28.

Cerca de 2 bilhões de pessoas, ou um terço da população global, são vítimas em potencial da desertificação, definida como a degradação da terra pela atividade humana.

Se não for combatida, a desertificação poderá desabrigar 50 milhões de pessoas ao longo dos próximos dez anos.

O relatório pede que os governos com soberania sobre regiões áridas revisem suas políticas de uso do solo para deter a irrigação insustentável e coordenem melhor as medidas contra a desertificação.

Falta de verbas agrava o problema, dizem os autores do trabalho.

"É imperativo que políticas eficientes e práticas agrícolas sustentáveis sejam adotadas para reverter o declínio das áreas secas", disse o reitor da Universidade Nações Unidas, Hans van Ginkel, instituição que produziu o relatório.

O trabalho - de autoria de mais de 200 especialistas de 25 países, após uma reunião sobre o tema realizada na Argélia em 2006 - afirma que políticas de combate à desertificação são, freqüentemente, inconsistentes, não chegam ao nível local ou acabam tendo reflexos negativos em disputas por terra ou outros recursos.

Fonte: http://www.estadao. com.br/ciencia/ noticias/ 2007/jun/ 28/16.htm

25 junho 2007

Teologia Tabajara! Seus problemas acabaram!


Renato Vargens

Infelizmente essa tem sido a mensagem que alguns dos evangélicos têm pregado nestes últimos dias.

Em nome de uma espiritualidade barata, parte dos pastores brasileiros, tem anunciado de modo ostensivo um evangelho mágico, cujo “poder” é suficientemente capaz em colocar o individuo numa redoma, onde problemas e conflitos não conseguem penetrar. Tais mensagens fundamentam-se na perspectiva de que Cristo torna-nos incólumes diante das lutas e pressões deste mundo. Junta-se a isso, o fato de que a teologia tabajara prega um evangelho imediatista, consumista e humanista, onde a mensagem central é a prosperidade e o enriquecimento. Além disso, a teologia em questão, anuncia o evangelho da ilha da fantasia, onde o “gênio da lâmpada mágica” coloca-se a disposição para satisfazer todos os nossos desejos e pedidos.

Prezado leitor, Jesus jamais nos assegurou uma vida fácil e sem problemas. O fato de termos nos convertido, não nos torna ilesos as crises, ao desemprego, as enfermidades, ou a qualquer tipo de aflição desta vida. Antes pelo contrário, nosso Senhor nos advertiu dizendo:

"No mundo tereis aflições, tende bom ânimo, Eu venci o mundo!" (João, 16.33).

Ora, o sofrimento e as aflições são realidades universais do ser humano, e passar por eles não significa dizer que deixamos de estar debaixo da bênção de Deus. A teologia tabajara, não consegue entender, que Deus se faz presente à dor, a luta e o luto, e que através das dificuldades que a vida nos impõe, Cristo se revela a cada um de nós como sustentador da vida e da existência.

A teologia tabajara é desprovida de uma mensagem equilibrada e saudável, antes pelo contrário, é triunfalista e “burrificada” onde não se tem espaço para aparentes frustrações.

Problemas na perspectiva bíblica nunca foram sinais da ausência de Deus, antes pelo contrário, problemas sempre foram ao longo da história, preciosos instrumentos do Senhor para o crescimento cristão.

Pense Nisso!

Soli Deo Gloria


Renato Vargens

14 junho 2007

Picasa

Esqueça todos os visualizadores, editores e catalogadores de fotos que você já viu até agora, e abra os olhos pro Picasa 2 do Google, um novo conceito na organização e edição de fotos digitais.

O Picasa 2 é um software que o ajuda a encontrar, editar e compartilhar instantaneamente todas as imagens no PC. Sempre que você abre o Picasa 2, ele localiza automaticamente todas as imagens (inclusive aquelas que você nem lembrava mais) e classifica-as em álbuns visuais organizados por data com nomes de pastas facilmente reconhecidos. Arraste e solte imagens para organizar os álbuns e defina marcadores para criar novos grupos. O Picasa 2 garante que as imagens estarão sempre organizadas.

O Picasa 2 também simplifica a edição avançada de imagens com botões de correção e efeitos poderosos aplicáveis com um clique. Além disso, com o Picasa é muito fácil compartilhar imagens – você pode enviá-las por e-mail, imprimir fotos em diversos tamanhos, criar CDs e até publicar fotos diretamente no seu blog.

Clique no link abaixo e faça o download do Picasa 2 diretamente dos servidores do Google. Apenas 4,6Mb (baixa em poucos minutos)

Clique aqui ou na foto ao lado.

12 junho 2007

Plantas e Habite-se, Roberto Diamanso

Plantas e Habite-se, Roberto Diamanso
Não é à toa que a Secretaria de Cultura do Governo de Alagoas escolheu Diamanso para gravar esse CD pelo Projeto Alagoas em Cena. Ele representa o que há de melhor em termos de música regional neste país. O tempo todo Diamanso nos surpreende com sua poesia, seus ritmos quebrados, sua voz, seu violão e sua viola de dez cordas. É acompanhado por músicos de alto gabarito. Sua música nos lembra a obra dos menestréis; suas letras tratam de questões políticas, sociais e existenciais de uma maneira muito poética e simples, sem jamais deixar de trazer à luz as verdades bíblicas. Talvez esse CD precisasse de um cuidado maior com o projeto gráfico, para revelar desde a embalagem a beleza inigualável do conteúdo. Para adquirir, ligue 11 6402-1037.
Fonte: Revista Ultimato

06 junho 2007

Conseqüências mais que previsíveis

por Olavo de Carvalho em 06 de junho de 2007

Resumo: O atual movimento gay é a materialização de um projeto de revolução civilizacional que, a pretexto de proteger oprimidos, não hesita em descartá-los quando isso convém à sua grande estratégia. Por não compreender isso, seus adversários, quase sem exceção, têm cometido dois erros monstruosos.

© 2007 MidiaSemMascara.org

Como não cabe ao analista político dizer às pessoas o que devem ou não devem fazer nas suas vidas privadas, nunca escrevi uma linha a favor ou contra as práticas homossexuais ou qualquer outra conduta erótica existente ou por inventar. Escrevi, sim, contra o movimento gay como fórmula ideológica e projeto de poder. Isso bastou para que eu fosse rotulado de "homofóbico" vezes sem conta. Conclusão: se estivesse em vigor a lei maldita que o nosso Parlamento quer aprovar, eu iria para a cadeia por conta de opiniões políticas.

Na verdade a lista de atitudes humanas puníveis como "homofóbicas" é bem variada. Ela abrange:

1. Citações da Bíblia ou de livros sagrados de qualquer religião que façam objeções morais ao homossexualismo.

2. Opiniões médicas, psiquiátricas e psicoterapêuticas que ponham em dúvida, de maneira mais ou menos explícita, a sanidade da conduta homossexual. Isso inclui obras clássicas de Freud, Adler, Szondi, Frankl e Jung, entre outros.

3. Manifestações pessoais de repulsa física ante o homossexualismo, emoção tão espontânea e irreprimível quanto o próprio desejo homossexual. (Inversa e complementarmente, a repulsa do homossexual pela sexualidade hetero, ou até por variantes homossexuais que não coincidam com a sua, como por exemplo a repulsa dos gays machões pelos travestis e transexuais, não apenas será considerada lícita mas estará sob a proteção da lei, condenando-se como "homofóbica" toda objeção que se lhe apresente ou, mais ainda, toda tentativa de reprimi-la. Ou seja: o direito à repulsa sexual será monopólio exclusivo da comunidade gay.)

4. Expressões verbais populares, de uso espontâneo e irreprimível, consideradas depreciativas e anti-homossexuais.

5. Piadas e gracejos que mostrem a conduta homossexual sob um ângulo risível.

6. Opiniões políticas contrárias aos interesses do movimento gay, que já são e serão cada vez mais necessariamente interpretadas como adversas aos direitos da comunidade homossexual.

7. Análises sociológicas, históricas ou estatísticas que ponham em evidência qualquer conduta negativa da comunidade gay. Essas análises já estão praticamente excluídas do universo cultural decente. A lei vai proibi-las por completo.

8. Qualquer resistência que um pai ou mãe de família oponha à doutrinação homossexual de seus filhos nas escolas ou à participação deles em grupos e entidades homossexuais.

9. Qualquer tentativa de impedir ou reprimir, por atos ou palavras, as expressões públicas de erotismo gay, discretas ou ostensivas, moderadas ou extremas, mesmo diante de crianças ou em lugares consagrados ao culto religioso.

10. Qualquer observação casual, feita no escritório, na rua ou mesmo em casa (se houver testemunhas) que possa ser considerada desairosa aos homossexuais ou ao movimento gay. Isso inclui a simples expressão de satisfação que um cidadão possa ter por ser heterossexual.

A lei, enfim, criminaliza e pune com pena de prisão inumeráveis condutas consideradas normais, legítimas, aceitáveis e até meritórias pela quase totalidade da população brasileira. E não pensem que ficará no papel. Neste momento já estão sendo organizados grupos de olheiros - espalhados primeiro nas escolas, depois em toda parte - para vigiar, delatar e punir os dez tipos de conduta acima assinalados.

As conseqüências mais que previsíveis da aprovação dessa lei são tão portentosas e ilimitadas que a maioria dos cidadãos tem dificuldade de concebê-las, limitando-se a apreender por alto suas aparências mais superficiais e patentes, se não tratar o assunto com leviana indiferença. Mas essas conseqüências podem ser resumidas da seguinte maneira: Com um só golpe de caneta, um grupo militante organizadíssimo, fartamente subsidiado do Exterior, associado aos partidos de esquerda e agindo em consonância com a estratégia geral que os orienta, terá conquistado uma quantidade de poder policial discricionário tão vasta e ameaçadora quanto se poderia obter mediante um golpe de Estado ou uma revolução. Dotado do aparato jurídico necessário para aterrorizar toda oposição, reduzi-la a um silêncio humilhante, marginalizá-la e torná-la socialmente inoperante, esse grupo terá se tornado, nas mãos da aliança esquerdista que nos governa, mais um poderoso instrumento de controle social e político somando-se à polícia fiscal, à ocupação do território pelos "movimentos sociais", ao domínio hegemônico sobre as instituições de cultura e ensino, às campanhas policiais soi disant moralizantes que só atingem sempre os desafetos da esquerda ou bandos criminosos menores, politicamente inócuos, jamais os agentes das Farc, os verdadeiros grão-senhores do crime no continente, cada vez mais ostensivamente protegidos pelo establishment petista.

Na verdade, o movimento gay não precisou esperar pela aprovação da lei para fazer sentir o peso das suas ambições policialescas sobre os que ousaram contestar sua pretensa autoridade. O assédio judicial a D. Eugênio de Araújo Sales (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/040724globo.htm), os esforços de gayzistas e simpatizantes para destruir a carreira, a família e até a alma do escritor Júlio Severo, a repetição do mesmo procedimento contra o pastor catarinense Ademir Kreuzfeld (v. http://www.juliosevero.blogspot.com/), mostram que não faltam armas à elite gay para perseguir, amedrontar e marginalizar seus adversários, quanto mais para defender-se dos perigos imaginários que a ameaçam. A nova lei é material bélico excedente, só utilizável em eventuais demonstrações de força perfeitamente supérfluas.

Que tão avassaladora ascensão do autoritarismo seja necessária para proteger os pobrezinhos homossexuais contra piadas, gracejos e citações da Bíblia é um argumento tão risível que somente um idiota completo ou um mentiroso desavergonhado poderia fazer uso dele num debate sério.

Pior ainda é a alegação de violência contra os homossexuais. Já expliquei o que o simples uso do termo "homofóbico" contra os adversários do movimento gay tem de maquiavélico, de perverso, de criminoso (http://www.olavodecarvalho.org/semana/070523dce.html). Mas ao delito semântico acrescenta-se ainda a perversão aritmética. Entre os cinqüenta mil brasileiros assassinados anualmente, o movimento gay não tem conseguido apontar mais de dez ou doze indivíduos que o teriam sido - se é que o foram - por motivos "homofóbicos". Pretender que a fúria anti-homossexual seja um fato social alarmante e epidêmico, necessitado de legislação especial e drástica, é nada mais que uma farsa cínica, um estelionato parlamentar que, houvesse na política brasileira um pingo de racionalidade e decência, custaria a seus autores a perda do mandato por falta de decoro, por uso indevido do Congresso como instrumento para servir a ambições grupais injustificáveis.

Muito maior que o número de vítimas fatais da "homofobia" é o de homossexuais assassinos, um fato óbvio que a mídia esconde sistematicamente, reforçando o engodo legislativo com a fraude jornalística. E digo que é óbvio por um motivo ainda mais óbvio. Não sendo racionalmente aceitável que a porcentagem de homossexuais seja muito diferente entre os criminosos e a população honesta, a alegação usual do movimento gay de que esta última quota é de cinco a dez por cento nos levaria necessariamente a alguns milhares de homossexuais assassinos, sem contar os homossexuais ladrões, os homossexuais traficantes e, evidentemente, os homossexuais chantagistas parlamentares.

Mas nem esse cálculo seria preciso para desmascarar a fachada protetiva com que a lei se apresenta. Um dos traços mais salientes do movimento gay é seu esforço de combater a discriminação onde ela não existe e de ignorá-la por completo onde existe. No Irã o homossexualismo é punido com a pena de morte. Vocês já viram a liderança gay organizar um protesto internacional contra isso? Ao contrário, ela se alia às demais forças de esquerda para defender a ditadura dos aiatolás contra o "imperialismo ianque". Em Cuba os homossexuais e travestis são considerados casos de polícia, e quando pegam Aids são isolados para sempre da sociedade. A elite gayzista não apenas se abstém de protestar contra esse tratamento desumano, mas também não quer que ninguém proteste. Recentemente, um documentário sobre a condição humilhante dos homossexuais em Cuba foi excluído de um festival em Nova York - por exigência da militância gay.

Em compensação, nos EUA e na Europa ocidental, onde os gays têm um lugar privilegiado na sociedade e a prática do homossexualismo é uma tradição elegante entre o beautiful people pelo menos desde a década de 20 do século passado, o clamor por legislações que criminalizem toda crítica à conduta homossexual vem num tom de quem advogasse medidas de emergência para salvar a comunidade gay de um genocídio iminente.

No Brasil -- uma das sociedades mais permissivas do planeta, onde homossexuais declarados ocupam cadeiras no Parlamento sob aplausos gerais, onde as vovós assistem a shows de travestis na TV junto com seus netinhos e onde um espetáculo público de carícias lésbicas entre a esposa de um governador e a de um ministro não suscita o menor escândalo na mídia --, a gritaria "anti-homofóbica" dá a impressão de que os homossexuais estão sendo abatidos a tiros, nas ruas, por um exército de talibãs cristãos.

Ao longo das últimas décadas, à medida que toda resistência moralista à conduta homossexual cedia lugar à compreensão generosa e à aceitação incondicional, as reivindicações do movimento gay no Ocidente vieram num crescendo, exigindo primeiro a equiparação moral de suas práticas com o casamento heterossexual, depois o ensino do homossexualismo nas escolas infantis, por fim as penas da lei para padres, pastores e rabinos que citem os versículos da Bíblia contrários ao homossexualismo.

O contraste entre discurso e realidade é patente: o movimento gay cresce em arrogância, virulência e pretensões ditatoriais à medida que a sociedade se torna mais tolerante, simpática e subserviente às exigências da comunidade homossexual. Quem diria que a inversão sexual, com tanta freqüência, viesse junto com a inversão mental?

Basta observar esse fenômeno para perceber imediatamente que a alegação característica do discurso gay, de proteger uma comunidade oprimida, é apenas uma camuflagem, um véu ideológico estendido por cima de objetivos bem diferentes, incomparavelmente mais ambiciosos.

Uma pista para a compreensão efetiva do fenômeno são os grupos de intelectuais, políticos e artistas homossexuais, tremendamente poderosos e influentes, que marcaram a história política e cultural do século XX com o culto da supremacia gay. Três deles são particularmente importantes: o círculo de Stefan George na Alemanha, o de André Gide na França e, na Inglaterra, a confraria dos "Apóstolos" de Cambridge. Em cada um dos três casos, a militância pública - sempre do lado errado, nazista ou comunista - encobria uma dimensão mais profunda e mais sinistra, de seita gnóstica empenhada em subjugar a humanidade comum a uma elite homossexual imbuída de um senso de superioridade quase divina.

Voltarei ao assunto quando possível. Por enquanto, basta dizer o seguinte: o atual movimento gay é a materialização possante e assustadora de um projeto de revolução civilizacional que, a pretexto de proteger oprimidos, não hesita em entregá-los às feras quando isso convém à sua grande estratégia. Que esse projeto seja apenas um desenvolvimento específico dentro do quadro maior do movimento revolucionário mundial é algo tão óbvio que não necessita ser enfatizado. Mas, por absoluta incompreensão desse ponto, os adversários do movimento gay, quase sem exceção, têm cometido dois erros monstruosos.

Primeiro: Combatem, junto com o movimento, a homossexualidade em si. Politicamente, isso é loucura. O movimento gay existe há algumas décadas e só em alguns lugares do planeta; o homossexualismo existe por toda parte desde que o mundo é mundo. O primeiro pode ser derrotado; o segundo não pode ser eliminado. Condicionar a vitória sobre o movimento gay à erradicação do homossexualismo é adiar essa vitória para o Juízo Final.

Segundo: Procurando atenuar a má impressão de autoritarismo dogmático que essa atitude inevitavelmente suscita, apressam-se a declarar que respeitam os direitos dos gays e que desejam apenas preservar, lado a lado com eles, os direitos da consciência religiosa. Com isso, igualam o inigualável, negociam o inegociável, nivelam a liberdade de consciência a uma "opção sexual", à preferência por determinado tipo de prazer erótico. Será preciso lembrar a esses cavalheiros que, privado de satisfação erótica, o ser humano sofre alguma incomodidade, mas, desprovido da liberdade de consciência, perde o último resquício de dignidade, o sentido da vida e a razão de existir?

Em suma: são intransigentes onde deveriam ceder, cedem onde deveriam ser intransigentes, inflexíveis e até intolerantes. Não há nada de mais em aceitar o homossexualismo como uma realidade social que não pode ser erradicada e que, se deve ser combatida, é com todos os cuidados necessários para não ferir e humilhar pessoas. Em contrapartida, tratar como igualmente nobres e respeitáveis o mais elevado princípio da moralidade e o simples direito legal de fazer determinadas coisas na cama é uma inversão hedionda da hierarquia lógica e moral, é uma desobediência acintosa ao Primeiro Mandamento, cuja implicação mais óbvia é o dever incondicional de colocar as primeiras coisas primeiro. Se os adversários do movimento gay querem a proteção de Deus na sua luta, deveriam começar por não ofendê-Lo dessa maneira.

Da minha parte, afirmo que defenderia por todos os meios ao meu alcance o direito que os homossexuais têm de que sua preferência sexual não lhes custe humilhações ou constrangimentos. Mas, tão logo uma dessas criaturas pretendesse igualar ou sobrepor esse direito à liberdade de consciência, da qual ele próprio não é senão uma decorrência lógica aliás bem remota e secundária, eu lhe responderia, na mais polida das hipóteses, com as seguintes palavras:

-- Cale a boca, burro. Não me peça para respeitar um direito que você mesmo, embora talvez sem se dar conta, está pisoteando com quatro patas.



Publicado pelo Diário do Comércio em 05/06/2007

04 junho 2007

Alma Abatida

Se tu minh’alma a Deus suplica
E não recebes confiando ficas
Em tuas promessas que são mui ricas
E infalíveis pra te valer

Porque te abates, óh minha alma
E te comoves perdendo a calma
Não tenhas medo, em Deus espera
Porque bem cedo jesus virá

Ele intercede por ti minh’alma
Espera nele com fé e calma
Jesus de todos seus males salva
E te abençoa dos altos céus

Porque te abates, óh minha alma
E te comoves perdendo a calma
Não tenhas medo, em Deus espera
Porque bem cedo jesus virá

Terás em breve as dores findas
O dia alegre da sua vinda
Se Cristo tarda, espera ainda
Mais um pouquinho, e o verás

Porque te abates, óh minha alma
E te comoves perdendo a calma
Não tenhas medo, em Deus espera
Porque bem cedo jesus virá
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