13 outubro 2009

DEUS e os “deuses” da mente humana

(*)Rev. Helci Rodrigues Pereira

Toda pessoa professa uma fé/religião:
Os nativos do centro da África,
Um agente do partido comunista,
Um professor de filosofia grega,
Um operário de indústria, etc.
Todos têm uma religião, quer se apercebam quer não.
A religião de cada um significa, Fundamentalmente:
A apreensão que se experimenta do significado do universo,
O conceito que se faz da divindade,
A filosofia de vida que se adota,
O conjunto de valores que:
Comandam-nos o íntimo,
Orientam-nos os alvos colimados,
Dirige nossas atitudes e suas ações ...
Há muitas religiões, hoje, no mundo.
Diferem entre si:
No modo pelo qual cada uma compreende Deus,
No valor que cada uma atribui ao homem,
Nos padrões de moral, em sua forma externa,
No valor aplicado à vida.
Se assemelham, no entanto, pelo fato de representarem
Uma tentativa por definir uma finalidade para a vida e apropriar-se dela.
A fé cristã, por não ser inteiramente uma religião,
É a única que dá uma resposta mais satisfatória ao problema da vida.
O cristianismo, basicamente, tem uma só mensagem:
“Vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (João 10.10).
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As religiões do mundo:
Não produzem vida abundante,
Não têm mensagem confortadora e poderosa como o Evangelho,
Não oferecem a compreensão do verdadeiro Deus.
Vivemos num país dito cristão. Poucos se confessam ateus,
Contudo, milhares de cristãos vivem como se Deus não existisse.
São ateus práticos.
Têm de Deus u’a mui limitada compreensão.
Crêem num deus nebuloso.
Um produto da nossa era mecanizada, computadorizada, despersonalizada.
Um deus impessoal, irrelevante, algo penumbroso, vago,
Nada mais é do que a natureza, a providência, o homem lá de cima.
Imaginam Deus como o grande relojoeiro que:
Criou o universo, estabeleceu as leis sob as quais opera,
Deu-lhe corda e, depois, ausentou-se para vê-lo funcionar.
É a causa não causada de Aristóteles,
Um deus que não tem relações pessoais conosco,
Um deus da filosofia humana, que pode ser estudado, dissecado e explicado.
Adotam um deus gerente:
Um deus másculo que dirige os negócios do universo,
Sem se preocupar com a sua criação.
Um deus que admira as iniciativas de nossa parte,
Um deus que espera que vivamos usando o cérebro que nos deu,
Um deus que coopera conosco em nossas emergências.
Entendem deus policial:
Um deus austero como um investigador de polícia.
Um deus impertinente e cheio de birras.
Um deus que está constantemente olhando por cima dos ombros,
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Para acutilar-nos a consciência.
Um deus severo, bisbilhoteiro, um desmancha-prazeres.
O deus bonachão:
É um deus bem intencionado, camarada, bom, algo fora de época.
Nada sabe de energia atômica,
Nem de reforma de base,
Nem mesmo de informática.
Gosta de todo mundo.
Se orarmos com fé, dar-nos-á tudo o que quisermos.
Um deus compreensivo, tão bacana que:
Entende quando estamos ocupados demais para orar ou ir à igreja e
Faz vistas grossas a todas as nossas fraquezas, malandragens e desvarios.
Um deus que nos ensina:
Que no fim, o bem triunfará,
Que o crime não compensa,
Que a honestidade é a melhor política e
Que tudo é bom e acaba bem.
Com certeza, o nosso Deus é o Deus de Isaque e de Abrão.

Rev. Helci Rodrigues Pereira é Pastor, Advogado, Professor,Escritor e também autor dos livros "Pastorais", "O Ser Humano - Reflexões" e "Epressões do Recôndito".
http://helcip.sites.uol.com.br/refxdepre.htm - helcip@uol.om.br
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