05 fevereiro 2010

Pense Nisto: O QUE É, É!

"Não fostes vós que me escolhestes a mim; eu vos escolhi a vós outros, e vos designei para que vades, e deis fruto, e o vosso fruto permaneça"--Jesus, o Senhor.
João Queiroz é o nome de um dos homens de Deus que eu mais admirei no Brasil.
Seus filhos vivem para confirmar minhas palavras.
Conheci-o em Fortaleza. Inicio da década de 80. Era uma Cruzada Evangelística realizada por todas as igrejas e patrocinada pela Visão Mundial no Nordeste, sob a gestão local do querido Eli Theodoro, pastor metodista.
O Carlinhos Queiroz já era um grande homem, apesar de ainda jovem. Foi por ele e em razão do evento—no qual eu era o pregador—, que vim a conhecer aquele cristão macho, nordestino, faceiramente grave, gravemente gracioso, auterissimamente alegre, fieamente encantador, firme de caráter e franco de atitude—chamado João Queiroz!
Foi contemporâneo de Lampião e Maria Bonita. Seu filho Carlos Queiroz escreveu sua saga e eu tive o privilégio de escrever o prefacio.
Aquela viagem me rendeu muitas amizades. Edniltom Soares e toda a sua família, inclusive o saudosismo Melcon. Rev. Otoniel e centenas de pastores—que depois viraram milhares.
Voltei muito a Fortaleza na década de oitenta toda. Ia descansar por lá também. Amei a cidade e a muitos nela. Amo ainda, mais do que sabem.
Numa daquelas idas a Fortaleza o pastor João Queiroz me pediu que fizesse uma visita a um de seus irmãos, que estava à morte.
O homem estava numa rede.
Vi a luz de alegria em seu olhar ao me ver.
Abaixei-me e abracei-o juntamente com a rede.
Ele estava suado com o suor da doença que o mataria.
Senti claramente que conhecemo-nos a fim de sabermos um do outro e para que ele mudasse a minha vida.
—Se eu pudesse, eu não queria; se eu quisesse, eu não podia!
—Como?
—Se eu pudesse deixar Jesus, eu não queria de jeito nenhum. Tem nada melhor. E se quisesse deixar, não podia não. Meu nome está no Livro.
Esse é o resumo de nossa conversa naquele dia e naquela hora. Isso foi o que ele me disse. O resto foi afago e carinho.
Eu, no entanto, nunca mais fui o mesmo. Minha noção de tudo o que possa ser chamado de existencial, teológico, filosófico e psicológico teve seu ponto de definição naquela síntese de tudo o que eu cria, mas que até aquele dia não havia conseguido transformar numa única frase.

Caio Fábio
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