29 abril 2017

Devocional para Sábado,29 de Abril de 2017




Se sentir abatido é uma experiência muito desagradável (aquele que já passou por isso sabe bem). Para os que não estão acostumados com isso, a coisa se torna bem mais complicada. É disso que se queixa o salmista: “Minha alma ficou abatida”. Ele não estava abatido até que tomou conhecimento de uma investida da parte dos que não o queriam bem.

De um degrau mais alto desceu para um degrau mais baixo. De uma situação mais confortável desceu para uma situação menos confortável. De uma condição de ânimo desceu para uma condição de desânimo. A queda afetou a saúde espiritual, a saúde emocional e a saúde física. Trouxe algum transtorno para o homem todo.

Essa não é a primeira nem a última vez que o salmista passa por esse desconforto. Ele já havia confessado no Salmo 38: “Estou encurvado e muitíssimo abatido” (38.6). Já havia se questionado em outros salmos ainda: “Por que você está assim tão triste, ó minha alma?” (42.5, 11; 43.5). Existem muitos graus de abatimento, do mais leve ao mais tenebroso. Alguns tipos duram somente um minutinho de desânimo, outros parecem demorar uma eternidade. Estar abatido pode ser traduzido em alguns sinônimos leves tais como: desalento, desânimo e outro em um sinônimo assustador: depressão.

No caso do salmista, ele soube lidar com a má notícia e com o transtorno causado por ela. No mesmo poema, ele declara não só o seu abatimento (“Fiquei muito abatido”), mas também a sua fortaleza (“Meu coração está firme, ó DEUS”). Para nós, resta seguirmos a direção apontada pelo salmista: sair do desalento/desânimo/depressão para assumir uma posição de firmeza/fortaleza estabelecida no SENHOR, a Rocha dos Séculos (Isaías 26.4).

"Rocha eterna, meu JESUS,
Quero em Ti me refugiar!
O Teu sangue lá na cruz,
Derramado em meu lugar,
Traz as bênçãos do perdão:
Gozo, paz e salvação.

Não por obras nem penar,
Plena paz terei aqui.
Só Tu podes consolar,
Rocha eterna, só na cruz
Eu confio, ó meu JESUS!

Quando o derradeiro olhar
A este mundo aqui volver,
E no trono eu te encontrar,
Teu chamado a responder;
Rocha eterna espero ali
Abrigar-me, salvo, em Ti."



Márcio Melânia
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