22 julho 2017

Devocional para Sábado, 22 de Julho de 2017



Três vezes o salmista clama ao Senhor por restauração no Salmo 80. A súplica é sempre a mesma, mas ele vai tornando cada vez mais comprido o nome de Deus, quem sabe para mostrar a sua dependência da misericórdia divina. Na primeira vez, o salmista diz: “Restaura-nos, ó Deus” (v. 3). Na segunda: “Restaura-nos, ó Deus dos exércitos” (v. 7). E na terceira: “Restaura nos, ó Senhor, Deus dos exércitos” (v. 19).

O pedido não é egoísta, não é isolado. É para Deus restaurar Israel, a nação toda, o povo todo. Se não é exageradamente egoísta (porque não pede restauração só para ele) também não é exageradamente altruísta (porque não pede restauração só para os outros). Essa é a oração desejável, esse é o equilíbrio que agrada a Deus.

O salmista está suplicando a intervenção do Senhor na vida dele e na vida do povo. Ele quer que Deus recolha os cacos que estão pelo chão e refaça o vaso quebrado dando-lhe a forma e a beleza anteriores, como aconteceu com aquele vaso de barro que se estragou nas mãos do oleiro (Jeremias 18.1-4).

Porque o fiel não permanece fiel o tempo todo, porque nem sempre consegue passar por uma crise sem se machucar, porque pode cair numa emboscada e enlamear-se mais uma vez, porque o primeiro amor perde sua intensidade com o tempo, porque por algum momento está sujeito a ceder à pressa da carne e dos demônios — não há quem não precise de vez em quando de fazer a famosa oração: “Restaura-nos, ó Senhor, Deus dos exércitos!”.

Davi foi restaurado, a nação eleita muitas vezes foi restaurada, Pedro foi restaurado, a igreja tem sido restaurada, reformada e reavivada. Ninguém é obrigado a permanecer como cacos esparramados pelo chão. Nem como ossos sequíssimos espalhados uns dos outros, enchendo um vale inteiro. Deus pode colocar outra vez o seu Espírito nesse cemitério de ossos e nos pôr de pé!
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"Restaura-nos, ó Senhor, Deus dos exércitos!”. Amém!

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Márcio Melânia

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